Communication Designer. Design Consultant. Branding Addicted. Social Media Wizard. Professional Communicator

Nectar-in-a-box
Juicy words and reflections
http://duasverdadeseumanectarina.ritafalcao.com/tagged/nectar-in-a-box

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Juicy words and reflections

http://duasverdadeseumanectarina.ritafalcao.com/tagged/nectar-in-a-box


De borla?
Rita Falcão Monteiro
Há algumas diferenças nas coisas que fazemos de borla:
a) se esperamos algo importante em troca, i.e., um lugar de trabalho, mais trabalho já remunerado;
b) se o fazemos como voluntários para um bem comum, mesmo que não remunerado; i.e., associação de solidariedade social.
c) porque acreditamos mesmo no projecto e, mesmo que outros recebam dividendos directos ou indirectos desse projecto, e nós não, não nos importamos; i.e., concurso de ideias, projecto para um amigo.
d) outra?
Põe-se a questão de se se deve trabalhar de borla e quando acontecem essas raras excepções. 
Em príncipio, é um mau príncipio - efeito bola de neve rolling down with you in it! -, e só leva a que as pessoas desconsiderem ainda mais a nossa profissão (“tu és aquele que faz um bonecos, não és? Então dá-me aqui uma ideia”), ou nos substituam muito rapidamente pelo sobrinho (” o meu sobrinho tem muito jeito com os computadores”).
Clientes
Mas, mesmo que designers em início de profissão pensem que têm que fazer preços baixos ou fazer os projectos de borla para lhes serem adjudicados trabalhos, o príncipio é sempre este:

se não for uma coisa pro-bono para non-profits, pra desenrascar um amigo não designer com a apresentação do powerpoint na faculdade ou para fazer uns flyers para a mãe, orçamenta-se SEMPRE!

Mesmo que se comece por baixo. Mesmo que o orçamento nunca saia do computador (i.e., concursos de ideias), ou mesmo que o trabalho não seja adjudicado (i.e., pitching de propostas e orçamento), precisamos de perceber - e dar a perceber aos clientes - que isto de “fazer bonecos” não é, propriamente uma coisa que se liga à ficha e já sai.
E os designers precisam de perceber quanto lhes custa, em €uros, fazerem o trabalho - ou perderem-no depois de preparado. Custos intangíveis e custos indirectos são coisas que nem sempre cabem na cabeça de clientes e de designers.

A pergunta que cada um tem que fazer a si mesmo é “se estou a trabalhar de borla, ou a não trabalhar, quanto dinheiro estou a perder por dia?”.

Ao termos esta percepção, e conseguirmos comunicar assertivamente aos nossos clientes que qualquer trabalho na sociedade deve ser remunerado, talvez consigamos educá-los para que percebam, finalmente - juntamente com o processo de trabalho em que, obrigatoriamente, os incluímos no decorrer do projecto -, que o lado direito do cérebro não serve só artistas inspirados pelo sopro divino, mas que implica tanta investigação, reflexão e decisões como outra profissão qualquer.
Empregadores
Muitas vezes, os empregadores não-designers que estão a admitir há relativamente pouco tempo designers nas suas empresas - e que podem ainda não estar convencidos da importância do design na economia -, fazem-no ao abrigo de uma de duas opções:
a) estágio profissional
b) estágio não remunerado ou com ajudas de custo
Podem ainda fazê-lo à experiência, durante um x período, para potencial integração na empresa.
Aqueles que “contratam” designers enquadrados no âmbito de um estágio profissional podem ter, pelo menos, uma de duas intenções:
1. fazem uma opção com menos risco, de terem o designer na empresa, com custos repartidos entre a empresa e o Estado, até “ver no que dá”, para depois contratarem realmente o designer;
2. criam um sistema de “traga-licenciados”: o período de estágio é o único período de empregabilidade do designer na empresa. Findo esse período, o fresquinho designer recém licenciado é substituído por outro que terá as mesmas funções (primárias) de início de carreira.
Estes processos podem ser antecedidos de um estágio curricular ou não remunerado - com uma panóplia de contextos ou cenários diversificados -, durante o período estipulado, ou pela escola, ou pela empresa.
E aqui entra a questão de um designer júnior ter amor à camisola, e até beber de tudo o que de bom a empresa tem, esperando, com um bocado de sorte, e outro bocado de talento, ficar na empresa depois deste período.
Infelizmente, muitos dos nossos licenciados, cheios de esperança no olhar e de sonhos de projectos cheios de criatividade, não chegam sequer a passar esta porta: as cores da realidade parece que se esbatem quando lhes dizem “não passarás” ou “we’ve got to let you go”, agravados ainda pela “crise”, e, se ficam disponíveis para trabalhar de borla, ou com um ordenado que mal dá para sobreviver, há uma azia que pode não se dissipar.
Já todos vimos acontecer ou vivemos isto. Sabemos as dificuldades da percepção da profissão na sociedade, do feitio dos designers, dos contornos da profissão no nosso país e nos meios criativos e business, do efeito que a crise está a ter - e vai ter - em todos nós.
Mas também todos devemos reflectir onde fica a fronteira da “borlice” para cada um de nós. E decidir de pleno acordo com a nossa consciência, reflectindo nas consequências a médio-longo prazo que essa atitude tem na nossa profissão, e em como o mercado está a reagir.
E esperemos que este movimento criativo do Cluster das Indústrias Criativas, coloque o design - e não só - ao mesmo nível de decisão que as vertentes business.
Mais informação:
http://www.shouldiworkforfree.com/
http://www.no-spec.com/
http://clientsfromhell.net/
http://www.addict.pt/

De borla?

Rita Falcão Monteiro

Há algumas diferenças nas coisas que fazemos de borla:

a) se esperamos algo importante em troca, i.e., um lugar de trabalho, mais trabalho já remunerado;

b) se o fazemos como voluntários para um bem comum, mesmo que não remunerado; i.e., associação de solidariedade social.

c) porque acreditamos mesmo no projecto e, mesmo que outros recebam dividendos directos ou indirectos desse projecto, e nós não, não nos importamos; i.e., concurso de ideias, projecto para um amigo.

d) outra?

Põe-se a questão de se se deve trabalhar de borla e quando acontecem essas raras excepções. 

Em príncipio, é um mau príncipio - efeito bola de neve rolling down with you in it! -, e só leva a que as pessoas desconsiderem ainda mais a nossa profissão (“tu és aquele que faz um bonecos, não és? Então dá-me aqui uma ideia”), ou nos substituam muito rapidamente pelo sobrinho (” o meu sobrinho tem muito jeito com os computadores”).

Clientes

Mas, mesmo que designers em início de profissão pensem que têm que fazer preços baixos ou fazer os projectos de borla para lhes serem adjudicados trabalhos, o príncipio é sempre este:

se não for uma coisa pro-bono para non-profits, pra desenrascar um amigo não designer com a apresentação do powerpoint na faculdade ou para fazer uns flyers para a mãe, orçamenta-se SEMPRE!

Mesmo que se comece por baixo. Mesmo que o orçamento nunca saia do computador (i.e., concursos de ideias), ou mesmo que o trabalho não seja adjudicado (i.e., pitching de propostas e orçamento), precisamos de perceber - e dar a perceber aos clientes - que isto de “fazer bonecos” não é, propriamente uma coisa que se liga à ficha e já sai.

E os designers precisam de perceber quanto lhes custa, em €uros, fazerem o trabalho - ou perderem-no depois de preparado. Custos intangíveis e custos indirectos são coisas que nem sempre cabem na cabeça de clientes e de designers.

A pergunta que cada um tem que fazer a si mesmo é “se estou a trabalhar de borla, ou a não trabalhar, quanto dinheiro estou a perder por dia?”.

Ao termos esta percepção, e conseguirmos comunicar assertivamente aos nossos clientes que qualquer trabalho na sociedade deve ser remunerado, talvez consigamos educá-los para que percebam, finalmente - juntamente com o processo de trabalho em que, obrigatoriamente, os incluímos no decorrer do projecto -, que o lado direito do cérebro não serve só artistas inspirados pelo sopro divino, mas que implica tanta investigação, reflexão e decisões como outra profissão qualquer.

Empregadores

Muitas vezes, os empregadores não-designers que estão a admitir há relativamente pouco tempo designers nas suas empresas - e que podem ainda não estar convencidos da importância do design na economia -, fazem-no ao abrigo de uma de duas opções:

a) estágio profissional

b) estágio não remunerado ou com ajudas de custo

Podem ainda fazê-lo à experiência, durante um x período, para potencial integração na empresa.

Aqueles que “contratam” designers enquadrados no âmbito de um estágio profissional podem ter, pelo menos, uma de duas intenções:

1. fazem uma opção com menos risco, de terem o designer na empresa, com custos repartidos entre a empresa e o Estado, até “ver no que dá”, para depois contratarem realmente o designer;

2. criam um sistema de “traga-licenciados”: o período de estágio é o único período de empregabilidade do designer na empresa. Findo esse período, o fresquinho designer recém licenciado é substituído por outro que terá as mesmas funções (primárias) de início de carreira.

Estes processos podem ser antecedidos de um estágio curricular ou não remunerado - com uma panóplia de contextos ou cenários diversificados -, durante o período estipulado, ou pela escola, ou pela empresa.

E aqui entra a questão de um designer júnior ter amor à camisola, e até beber de tudo o que de bom a empresa tem, esperando, com um bocado de sorte, e outro bocado de talento, ficar na empresa depois deste período.

Infelizmente, muitos dos nossos licenciados, cheios de esperança no olhar e de sonhos de projectos cheios de criatividade, não chegam sequer a passar esta porta: as cores da realidade parece que se esbatem quando lhes dizem “não passarás” ou “we’ve got to let you go”, agravados ainda pela “crise”, e, se ficam disponíveis para trabalhar de borla, ou com um ordenado que mal dá para sobreviver, há uma azia que pode não se dissipar.

Já todos vimos acontecer ou vivemos isto. Sabemos as dificuldades da percepção da profissão na sociedade, do feitio dos designers, dos contornos da profissão no nosso país e nos meios criativos e business, do efeito que a crise está a ter - e vai ter - em todos nós.

Mas também todos devemos reflectir onde fica a fronteira da “borlice” para cada um de nós. E decidir de pleno acordo com a nossa consciência, reflectindo nas consequências a médio-longo prazo que essa atitude tem na nossa profissão, e em como o mercado está a reagir.

E esperemos que este movimento criativo do Cluster das Indústrias Criativas, coloque o design - e não só - ao mesmo nível de decisão que as vertentes business.

Mais informação:

http://www.shouldiworkforfree.com/

http://www.no-spec.com/

http://clientsfromhell.net/

http://www.addict.pt/


Costa Coffee in Porto, bye bye, Starbucks!
If Costa develops a better brand experience than Starbucks, maybe the run for Porto customers is over for Starbucks.
Costa is already in Sá Carneiro Airport, in Porto, the second best European Airport. When will it jump from the airport to downtown Porto streets? ;) 
But then again, I wonder: how come this kind of franchising business wasn’t born among Portuguese people?
http://www.hipersuper.pt/2011/05/19/costa-coffee-abre-primeira-cafetaria-no-norte-do-pais/

Costa Coffee in Porto, bye bye, Starbucks!

If Costa develops a better brand experience than Starbucks, maybe the run for Porto customers is over for Starbucks.

Costa is already in Sá Carneiro Airport, in Porto, the second best European Airport. When will it jump from the airport to downtown Porto streets? ;)

But then again, I wonder: how come this kind of franchising business wasn’t born among Portuguese people?

http://www.hipersuper.pt/2011/05/19/costa-coffee-abre-primeira-cafetaria-no-norte-do-pais/

Ética em Redes Sociais: to be or not to be?

Rita Falcão Monteiro

Honestidade, transparência, respeito, privacidade, relevância e responsabilidade são os princípios básicos de ética em redes sociais. Para se conseguir ser, de facto, eficaz em social media. 

Publicado na Marketeer de Janeiro de 2012, na secção “Estudos”. http://marketeer.pt/

(A digitalização possível, para já).


O artigo “Por que é que a Edp mudou de imagem”, publicado na edição de Julho da Marketeer, serviu de apoio ao trabalho desenvolvido por Rita Falcão, designer de comunicação, no seu blog 2 verdades & 1 nectarina.
 Saiba o que têm em comum a Casa da Música e a EDP e perceba porque é que “Se a Casa da Música incomoda muita gente, a EDP incomoda muito mais”. 
Um artigo em torno do trabalho desenvolvido pelo designer Stefan Sagmeister, que pode ser acompanhado em http://duasverdadeseumanectarina.ritafalcao.com/post/7707626374/sagmeister-casa-da-musica-e-edpmoda-muita-gente

http://www.facebook.com/notes/revista-marketeer/marketeer-no-blog-2-verdades-1-nectarina/10150379778319783

O artigo “Por que é que a Edp mudou de imagem”, publicado na edição de Julho da Marketeer, serviu de apoio ao trabalho desenvolvido por Rita Falcão, designer de comunicação, no seu blog 2 verdades & 1 nectarina.

Saiba o que têm em comum a Casa da Música e a EDP e perceba porque é que “Se a Casa da Música incomoda muita gente, a EDP incomoda muito mais”.

Um artigo em torno do trabalho desenvolvido pelo designer Stefan Sagmeister, que pode ser acompanhado em http://duasverdadeseumanectarina.ritafalcao.com/post/7707626374/sagmeister-casa-da-musica-e-edpmoda-muita-gente

http://www.facebook.com/notes/revista-marketeer/marketeer-no-blog-2-verdades-1-nectarina/10150379778319783

É com muito orgulho que digo: o 2 verdades & 1 nectarina atravessou o Atlântico!

Passo a explicar: o Daniel Campos, do LogoBr, publicou o artigo já publicado aqui em Julho - sobre a identidade da EDP, com Casa da Música e Sagmeister à mistura -  no site do LogoBr, acabadinho de estrear, como colaboradora convidada.

Até dá gosto ver o meu filhote num site tão bonitinho! :) Obrigada, Daniel!

O artigo está aqui.

E pra quem ainda não conhece o LogoBR, passem por lá. Para, por exemplo, ler sobre… design estratégico.

Ou ver outra coisa qualquer. :) Como, por exemplo, portfólios.

 http://logobr.org

“Quando a vi, confesso que fiz um certo esforço para não gostar, um esforço que não consegui levar até ao fim. Comecei até a achar que a coisa fazia sentido em mais do que um nível.”,

 Mário Moura

“o processo arrancou há vários meses, tendo Paulo Campos Costa - Director de Comunicação e Imagem da EDP- consultado um bom número de agências em Portugal e noutros mercados. Agora, e depois do trabalho finalizado, caberá à MyBrand tratar da arquitectura da marca, à Mola Ativism assegurar a sua implementação, e à Ivity desenvolver tudo o que diga respeito a produtos comerciais.”

Marketeer Julho 2011

Projectada para 2001, Porto Capital Europeia da Cultura, pelo arquitecto holandês Rem Koolhaas, a Casa da Música inaugurou apenas depois de a construção estar terminada no início de 2005, e abriu as suas portas e a sua programação no dia 15 de Abril de 2005, com um concerto inaugural de Lou Reed.

Coincidência ou não, Lou Reed e a Casa da Música têm um factor em comum, para além da música. Stefan Sagmeister. Seja porque Stefan criou um poster para o álbum Set the Twilight Reeling, de Lou Reed, de 1996, que se tornou tão emblemático que é imediatamente identificado como obra do austríaco por quem é fã – mais de Sagmeister do que de Lou Reed, que ainda assim são âmbitos criativos diferentes. Ou seja porque Sagmeister, um duo indivisível da mesma entidade, foi convidado a desenhar a identidade gráfica da Casa da Música, em 2007.

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